“Pré-diabetes” já é Diabetes.
Pensar que está “pré” doente faz muita gente esperar para tomar uma atitude quando deveria estar correndo atrás do tempo perdido. Muitos casos de diabetes podem ser evitados com intervenção precoce.
A diabetes tipo 2 não é uma doença apenas da glicose, o “açúcar do sangue”, muito antes disso ela é uma doença da elevação crônica dos níveis de INSULINA - o que denota um esforço excessivo do organismo para controlar a glicose - condição chamada resistência insulínica.
O alto consumo de carboidratos, costumeiro no estilo alimentar moderno, em um indivíduo com tendência a desenvolver diabetes, produz abundância de glicose na corrente sanguínea e faz com que o metabolismo lute muito para não deixar a glicose subir demais.
Aliás, muitas pessoas acham que o único alimento que vira “açúcar no sangue” (glicose) é o açúcar do alimento (sacarose). Mas isso não é verdade! A digestão de qualquer carboidrato produz glicose, seja o amigo do trigo, da batata ou do arroz, seja a glicose natural das frutas, tudo aumenta a glicose sanguínea.
Esse esforço é feito pelo pâncreas, órgão que produz insulina principalmente em resposta à ingestão de carboidratos. À medida que o organismo fica resistente, fica mais difícil controlar a glicose e o pâncreas aumenta sua produção de insulina a níveis não previstos na nossa configuração metabólica natural.
Com o tempo, a sobrecarga desse órgão provoca sua falência, e os níveis de insulina não conseguem mais subir para conter a glicose, eles até caem - é só aí, nessa fase final da resistência insulínica, é que a glicose vai começar a subir expressivamente.
Quando a glicose começa a se alterar já se passaram muitas vezes quinze, até vinte anos de resistência insulínica. E os danos ao pâncreas nesse momento podem não ser mais reversíveis.
Alteração da glicose é um achado MUITO TARDIO para quem tem risco de diabetes, e nesse ponto a doença pode não ser mais reversível. Chamam de “pré diabetes” apenas as alterações de glicemia. Eu acredito que essas já chegam tarde demas!
Quem faz o diagnóstico antes, tem chances de reverter completamente o quadro. Para isso, fique atento aos sinais iniciais de resistência insulínica (ganho excessivo de peso, pressão alta, cansaço excessivo, intolerância ao jejum). Leia o post sobre resistência insulínica que eu fiz clicando aqui.
Se você tem história dessa doença na família, procure um médico que possa te auxiliar em uma investigação mais profunda.
Abraços,
Will



Dr. William, faço a dieta super-restrita, durmo bem e, só não faço exercícios por ter desenvolvido uma polineuropatia periférica. O que eu poderia fazer para aumentar a fabricação da enzima lisozima, para regenerar as membranas de mielina?